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PELO AVESSO DAS COISAS


Alexandre Klem Fernandes - 14/7/2010


Como todo jovem da década de 60 eu já acreditei em muita coisa que depois passei a desacreditar, ou, pelo menos, não dar tanta importância. Por exemplo, eu já toquei ao contrário aqueles discos de vinil e já ouvi em diversas músicas, letras que evocavam adoração ao diabo. Já acreditei que a maioria das bandas de rock eram formadas por adoradores do demônio, e por aí vai.
Hoje já não acredito nisso ou, pelo menos, não acredito que as coisas são exatamente assim. Acho que tem muita coisa boa onde há tempos atrás eu só via lixo. Acho que, como jovem nascido num lar evangélico, me deixei levar pelo discurso do confronto obrigatório entre Deus e o diabo em todas as situações em que não se conseguia explicar o motivo e razão das coisas.
Mas também descobri que, para se encontrar o que é absolutamente maléfico em nosso cotidiano, não precisamos mais tocar ao contrário os nossos “vinis”, ou cd’s modernos. As coisas hoje são feitas escancaradas mesmo, sem nenhum intuito de esconder o que os adoradores do “demo” pregam como sendo uma coisa boa ou normal. Como ouvi certa vez de um pastor: “O mal que há entre nós não necessariamente precisa de uma fogueira para se aquecer. Às vezes basta apenas um palito de fósforo”. Sabem que lição tirei dessa frase? Que as forças do anti-reino muitas vezes não precisam de bombas para destruir, bastam apenas palavras.  Por isso, fiz questão de copiar integralmente a letra desta música dos Titãs para que você mesmo analise e tire suas conclusões. Não sou contra eles, apesar de achar que eles estão fora de moda há tempos, mas a letra desta música, na melhor das hipóteses não nos acrescenta em nada... na pior delas é um lixo!
Se alguém quer mesmo que a vida seja um inferno ou uma cela de prisão, é porque talvez admita que lá é um lugar bem melhor que o paraíso. E como sou cristão, servo do Deus altíssimo, prefiro o avesso dessas coisas para poder saborear o que de melhor existe na graça de Deus.  

PELO AVESSO – TITÃS

 

Vamos deixar que entrem

Que invadam o seu lar

Pedir que quebrem

Que acabem com seu bem-estar

Vamos pedir que quebrem

O que eu construí pra mim

Que joguem lixo

Que destruam o meu jardim

  

Eu quero o mesmo inferno

A mesma cela de prisão,

A falta de futuro

Eu quero a mesma humilhação

A falta de futuro

 

 

Vamos deixar que entrem

Que invadam o meu quintal

Que sujem a casa

E rasguem as roupas no varal

Vamos pedir que quebrem

Sua sala de jantar

Que quebrem os móveis

E queimem tudo o que restar

 

Eu quero o mesmo inferno

A mesma cela de prisão,

A falta de futuro

Eu quero a mesma humilhação

A falta de futuro

Eu quero o mesmo inferno,

A mesma cela de prisão

A falta de futuro,

O mesmo desespero

 

Vamos deixar que entrem

Como uma interrogação

Até os inocentes

Aqui já não tem perdão

Vamos pedir que quebrem

Destruir qualquer certeza

Até o que é mesmo belo

Aqui já não tem beleza

 

Vamos deixar que entrem

E fiquem com o que você tem

Até o que é de todos

Já não é de ninguém

Pedir que quebrem

Mendigar pelas esquinas

Até o que é novo

Já esta em ruínas

 

Vamos deixar que entrem

Nada é como você pensa

Pedir que sentem

Aos que entraram sem licença

Pedir que quebrem

Que derrubem o meu muro

Atrás de tantas cercas

Quem é que pode estar seguro?


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